A última sessão da Assembleia Municipal de Guimarães, realizada a 17 de Junho, voltou a acabar já era madrugada pois foi marcada por “tricas” e “zangas de comadres”, envolvendo os eleitos do PSD, do CDS e do PS, mais interessados em discutir quem “fala primeiro” do que em debater os problemas que afetam os vimaranenses. Para a CDU estes pormenores, são apenas isso mesmo, pormenores, e o importante é a Ordem de Trabalho e os assuntos que os deputados municipais e a população levantam.

A ordem de trabalhos desta Assembleia tinha como ponto central a apresentação e votação do Relatório e Contas Consolidadas. Cândido Capela Dias, eleito da CDU, colocou na sua intervenção, que:

“As contas consolidadas do Município, não sendo as melhores, são aceitáveis do ponto de vista de uma gestão realizada em condições adversas, e, por momento, condições hostis associadas ao ataque à autonomia do Poder Local Democrático desencadeado pelo governo anterior do PSD e CDS. (…)
As contas estarão certas, a gestão nem por isso. Nada temos em desabono das contas, temos reservas e muitas relativamente a alguns dos actos que as contas espelham.”

Mariana Silva, no Período Antes da Ordem do Dia, questionou o executivo municipal sobre as obras em curso no concelho, nomeadamente sobre a Reabilitação do Parque das Hortas:

“Algumas destas obras não foram devidamente explicadas e assim nasce a insinuação muito resguardada de orelhas e bocas delatoras e que só entre íntimos se confia, como por exemplo, será pago ou não o estacionamento no Parque das Hortas no fim da sua requalificação?

Para não variar, o executivo municipal não respondeu a esta pergunta.

No ponto da Ordem de Trabalhos sobre o “Aumento de capital da Vitrus”, Cândido Capela Dias colocou que:

“Sem subestimar os números ou os indicadores, interessa-nos mais os actos, e um dos objectos confiados à Vitrus é a gestão dos espaços públicos. Alguns desses espaços públicos revelam sinais de algum abandono, para desagrado de quem os frequenta ou mora perto deles. Por exemplo, o Parque do Selho, em Pevidém, está a pedir que aquela ideia das cabras regresse e em força, tal é o matagal!

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Salientamos que nesta sessão da Assembleia, o Grupo Municipal da CDU apresentou uma moção sobre “A Escola Pública, Gratuita, Universal, Inclusiva e de Qualidade é um Direito de todos os Cidadãos e uma Obrigação do Estado Português”, que foi aprovada com os votos a favor da CDU, BE e PS.

Esta Moção assume ainda particular importância pois foi aprovada no dia anterior à grandiosa manifestação em “Defesa da Escola Pública” que se realizou em Lisboa, e onde participaram cerca de 4 centenas de vimaranenses.