Na Assembleia Municipal de dia 28 de Dezembro de 2016, Mariana Silva, deputada municipal, fez a seguinte intervenção sobre o Concurso Público para a Concessão da Concepção, Construção e Exploração do Crematório de Guimarães.

A humanidade, que é pouco sensível, não se angustia com o tempo, porque sempre faz tempo; não sente a chuva senão quando lhe cai em cima. — Fernando Pessoa

Assistimos ao avanço de um Crematório em Guimarães dezassete anos depois de se falar na possibilidade da sua construção.

Um projecto que poderia ter nascido a quando do Cemitério Municipal de Monchique. No entanto, a resistência à mudança, a resistência em se alterarem hábitos ou apenas a resistência em se proporcionar à população outro tipo de serviços, manteve-se até aos dias de hoje.

Em 2003 o Forno Crematório não fez parte da inauguração do Cemitério Municipal de Monchique onde teria, apenas no projecto, o seu lugar.

Mais tarde, em 2010, a CDU relembrou o executivo municipal que era necessário construir o forno crematório, de acordo com a vontade dos autores do projecto do Cemitério de Monchique, e de acordo com a procura cada vez maior deste serviço.

Contudo, chegados a 2011 foi necessário mais um apelo por parte do vereador da CDU relembrando o executivo municipal que se tornava urgente a construção deste equipamento para que a população vimaranense não tivesse que prolongar, dolorosamente, o ciclo normal das cerimónias fúnebres tendo que esperar vários dias por este serviço, com oferta mais próxima no distrito do Porto.

Na última reunião de câmara foi aprovado por maioria a proposta de concurso público para a concessão da concepção, construção e exploração do Crematório do Cemitério Municipal de Monchique, em Guimarães,  na qual se propõe que este serviço seja entregue a entidades privadas.

Trata-se pois, de um equipamento que pela sua função e objectivos deveria estar e manter-se na esfera da prestação de serviços e necessidades públicas.

A importância da instalação deste equipamento no nosso concelho mantém-se, mas não contem connosco para a privatização de funções e serviços que na nossa perspectiva fazem todo o sentido que sejam da responsabilidade da autarquia como garante de um serviço de qualidade com as mais que justificadas preocupações sociais e financeiras.

É por este modelo de gestão privada do Crematório do Cemitério Municipal de Monchique que a CDU vota contra.