No passado dia 7 de Abril realizou-se a X Assembleia da Organização Regional de Braga que contou com um elevado número de delegados do concelho vimaranense, representando uma concelhia com muita relevância na vida política do distrito.

A intervenção, em representação da concelhia, ficou a cargo de Miguel Vieira.

Camaradas,

Inicio a minha intervenção, para em representação da organização concelhia de Guimarães endereçar a todos os delegados e convidados da X Assembleia da Organização Regional de Braga uma calorosa e fraterna saudação e votos de bom trabalho.

Camaradas,

No concelho de Guimarães, a preparação desta assembleia implicou a realização de 8 reuniões plenárias descentralizadas que contaram com a adesão e participação de dezenas de camaradas. Dessas reuniões, destacamos dois temas que estiveram presentes e foram colocados pela maioria dos militantes.

Sente-se ainda a necessidade na organização de debater os resultados das autárquicas em Guimarães, não só na perspetiva do que correu mal, ou do que foi menos conseguido, mas na perspetiva do que podemos fazer para inverter a situação.

Nesse sentido, do aprofundamento do trabalho autárquico, a comissão concelhia já tem planeado um encontro da CDU, a 12 de Maio, para debater e dar continuidade às dinâmicas positivas criadas que infelizmente não vimos espelhadas nos resultados eleitorais. Mais importante, servirá também para voltarmos ao contacto com as centenas de pessoas que deram a cara e o seu apoio à CDU e com as quais continuamos a contar para as lutas futuras.

Camaradas,

Sendo importante o debate sobre as autárquicas, é de realçar que o assunto principal nas reuniões preparatórias foi a grande preocupação dos camaradas pelo reforço da organização do Partido.

A questão central não foi o necessário aumento da influência eleitoral, mas sim o reforço da nossa influência, o reforço da organização.

Foi debatida a necessidade de recrutamentos, de vários sectores, mas principalmente de operários. Recrutar nos locais de trabalho tem de ser uma prioridade, mas só recrutar não chega! Temos de enquadrar os novos camaradas, responsabilizando-os com tarefas concretas, organizando-os em coletivos e células de empresa.

Esta não será uma tarefa fácil, mas temos de insistir e persistir.

Camaradas,

O concelho de Guimarães, hoje, não é o mesmo de há 20 anos.

Houve uma enorme desindustrialização que afetou todo o Vale do Ave, destruindo milhares de postos de trabalho em sectores tradicionais como o têxtil e o calçado.

Curiosamente, hoje, estes sectores empregam menos gente, apresentam lucros de milhões, mas os salários mantêm-se no mínimo possível, fazendo persistir dificuldades que afetam fortemente um conjunto alargado de trabalhadores, e que tornam central a luta pela subida do salario mínimo no Vale do Ave.

O sector dos serviços, em contraponto à indústria, teve um crescimento significativo. Por exemplo, Pevidém, uma vila composta por um grande número de trabalhadores ligados ao sector têxtil, hoje, tem uma composição maioritária de trabalhadores ligados aos serviços. A composição social das freguesias e de todo o concelho tem sofrido mutações e é imperioso perceber esta nova realidade para desenvolver um melhor trabalho político e partidário.

Guimarães é um concelho disperso e diverso que, depois de uma reforma administrativa abjeta, agrega atualmente, 49 freguesias, das quais 9 vilas, cada uma delas, cada uma destas zonas, com características sociais e económicas diferentes e muitos vincadas.

Nesta breve caracterização, releva-se uma ideia central: só o reforço do Partido nas diferentes zonas do concelho de Guimarães permitirá um maior conhecimento da realidade social, económica e das empresas, e uma maior capacidade de intervenção e influência.

Camaradas,

Todos sentimos que é preciso intervir mais. Seja sobre uma empresa que não cumpre as suas obrigações para com os trabalhadores, seja sobre um posto dos CTT que vai encerrar, seja sobre um hospital que não tem condições… Seja sobre uma simples necessidade de uma passadeira…. Necessitamos de intervir!

Para isto, precisamos de um coletivo capaz e unido. Não podemos ficar à espera que alguém intervenha, que alguém escreva, que alguém denuncie.

Se queremos um Partido mais ativo e influente, e por Partido refiro-me a todos nós, precisamos que todos se envolvam nas atividades necessárias para que os objetivos do Partido sejam atingidos.

Camaradas,

O recrutamento é urgente e necessário, e deve ser uma prioridade, mas também é fundamental envolver e delegar tarefas nos atuais membros do Partido.

Para isso, em Guimarães, iremos iniciar a entrega do novo cartão de militante, iremos proceder à atualização dos dados dos camaradas, iremos tratar da regularização das cotas, mas iremos sobretudo, aproveitar estes contactos para conversar com os camaradas sobre a militância regular e sua importância para o Partido.

Desde logo, o objetivo presente, é ganhar mais camaradas para a participação nas comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio. Momentos que muitos querem fazer esquecer, mas que cada vez mais se tornam necessários.

Lutar é necessário!

Viva a X Assembleia da Organização Regional de Braga!

Viva o PCP!